Alphaville Urbanismo apronta mais uma

Alphaville Urbanismo derruba árvores na rua Sapé

(leia texto publicado no blog do Marcelo Soares)

Desde que se estabeleceram - com truculência e desrespeito total aos moradores -  há quase dois anos na Granja Viana (região extremo oeste da Grande São Paulo) os "empreendedores"de  Alphaville vem se superando em prepotência, arrogância,descaso e despreparo para lidar com uma população local que jamais comungou dos ideais predatórios e o falso conceito de "bem morar" defendido pelos incorporadores que num conluio inexplicável com as autoridades locais cometeram toda sorte de excessos e jamais foram detidos apesar de a certa altura terem as  obras embargadas.

    O mais novo absurdo cometido pelos homens da "Alphahorror" (alcunha que merecidamente receberam dos integrantes do Movimento de Defesa da Granja Viana) foi  a destruição total das árvores na rua Sapé em  terreno que não lhes pertence !notem bem : o terreno não lhes pertence mas destruiram todas as árvores dali a pretexto da construção de um talude. As fotos comprovam.
  Não seria surpresa se não fosse mais uma "obra" desse empreendimento nefasto que jamais entendeu o espírito dos granjeiros e da gente que aqui vive. Alphahorror é um objeto estranho e incompatível com os ideais ambientais e de qualidade de vida que professamos.Sua ótica e estética nos agride todos os dias há quase dois anos. Mas agora estão se superando pois agem além de suas fronteiras ameaçando inclusive moradores conforme relato abaixo. Não reproduzimos o nome do ameaçado pois não fomos por ele autorizados. Mas percebam a gravidade do assunto. Será que mais uma vez as autoridades municipais de Carapicuiba  vão ficar inoperantes ? ou será que só pra variar a inexistente Secretaria do Meio Ambiente local  vai dar o ar da graça obrigando os destruidores a replantarem o que derrubaram ?

Vejam o relato abaixo. Chocante.

O trecho do relato é mantido tal qual como enviado ,inclusive gramaticalmente.



Há 2 semanas houve aqui na Rua Sapé um Verdadeiro CRIME ECOLÓGICO. Eles arrancaram com trator e corrente árvores centenárias, inclusive inumeras frutiferas ao longo da rua que não lhes pertence, com a desculpa de fazer um talude.
Não deixei que fizessem a remoção das árvores em frente a minha casa, foi no final de Maio quando me procurou o Eng. Responsável pela Obra o Sr. Romildo, expliquei o que estava acontecendo e disse que não permitiria a remoção de nenhuma árvore de frente da minha casa ( 40 mts de frente p/ o muro d e ALPHAVILLE) enquanto não me dessem um resposta satisfatória, sobre os reparos de minha casa e de como ficaria este talude e como a rua Sapé será recuperada.Por telefone falei com o Sr. Romildo que disse não ter nenhuma resposta sobre a minha solicitação e que o tempo dele está se espirando e que ele terá que cortar todas as árvores quer eu queira ou não nem que tenha que "passar por cima do meu Cadáver" o que já se configura um CRIME DE AMEAÇA, p/ vcs verem com que tipo de pessoas empresa estamos lidando.
Peço portanto a ajuda de vcs e que enviem este e-mail p/ MDGV , e se possível que um Adv. desta instituição possa me ajudar neste reparo de tantos danos causados não só à mim como a todos os moradores da Rua Sapé.
Falei com a Ligia Vargas p/ vir fotografar o Último Oasis de árvores que sobraram em frente à minha casa, e que a ameaça do Sr. Romildo não se cumpra e se caso eu for morto por algum trator tentando remover estas árvores vcs já sabem então quem foi o responsável.
Extraído do site Movimento em Defesa da Granja Viana

Leia notícia publicada no site Movimento em Defesa da Granja Viana:

Escândalo. Secretário do meio ambiente de Carapicuíba é contraventor ambiental

"A notícia não foi alardeada pela mídia da região da Granja Viana não mas pelo Estadão em sua versão impressa e digital no dia 12 de maio de 2011. O secretário do meio ambiente de Carapicuíba é dono de uma empresa de caçambas e  foi multado em R$ 41,8 mil  enquanto prestava serviço para a prefeitura em 2010. O nome dele é Walter Iseri e na foto acima  aparece ao lado do prefeito Sérgio Ribeiro, o careca de barba.

      Carapicuíba e seu prefeito inoperante na área ambiental vem se notabilizado pelo descaso com que trata a questão do verde. Só lembrar a permissão e incentivo que deu a Alphaville para devastar imensa área de mata atlântica para erguer aquele deserto de mau gosto e novo riquismo à beira da avenida São Camilo. E isso com aplauso do prefeito que acha "chic" Alphaville vir devastar por aqui. Mas afinal o que esperar de um executivo e legislativo municipais que sequer aprovam uma lei de cidade limpa ? que acham normal  transformar as ruas e avenidas da cidade em corredores de outdoors vendendo toda sorte de porcarias ? a civilidade não chegou a Carapicuíba por certo.

   Daí que não espanta termos um secretário de meio ambiente que é proprietário de empresa de caçambas e joga entulho onde bem lhe aprouver. A quantidade de irregularidades em que Iseri está envolvido chega a assustar mas mais não vamos dizer. Leim vocês mesmo a reportagem do Estadão cujo link está aqui.  É só clicar e conferir. 

ps. mais vergonhoso do que isso só a ação dos vereadores da cidade de Carapicuíba que ao debaterem o assunto na Câmara minimizaram o problema pois ao considerarem o Estadão um "jornal de elite" subestimam o restante da população além Fazendinha achando que eles não terão acesso a essas informações. Senhores. É para isso que movimentos como o nosso existem. Para ajudar a alertar o quanto vocês são mal intencionados. Estamos de olho em vocês. Não subestimem a importância dos blogs e das mídias sociais. E ao pessoal do MDGV : façamos correr essa noticia. "

Os limites do pesadelo

O terrreno da avenida São Camilo na Granja Viana era assim:

 

Depois das obras da Alphaville, ficou desse jeito:

 

Foi o maior crime ambiental perpetrado no Estado de São Paulo. Não há nada parecido com esse pesadelo, autorizado pelo secretário do meio Ambiente, Xico Graziano, do governo José Serra.

EMBARGADO!!!!!!!!

O desembargador LINEU PEINADO, da Egrégia Câmara do Meio Ambiente do Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu liminar pleiteada pelo Movimento em Defesa da Granja Viana. Isso significa que as obras da Alphaville na avenida São Camilo estão embargadas.

Hoje à noite, quarta-feira, 30 de setembro, tem reunião na Floresta dos Unicórnios (rua Otelo Zeloni, 96, Fazendinha), às 20h.

A luta continua!

 

MOVIMENTO EM DEFESA DA GRANJA VIANA

DIGA NÃO A CENAS COMO ESSA !

Terça-feira, 22 de Setembro de 2009

Granjeiros unidos param a São Camilo e protestam por causa de desmatamento


O sábado de sol contribuiu para que a passeata dos granjeiros transcorresse de forma pacífica e impecável, e fizesse história na Granja Viana. A única manifestação da comunidade aconteceu há alguns anos, quando os granjeiros pararam a Raposo contra a construção de prédios na região, e venceram. A camiseta mostra que o sentimento de preservação e luta pelo Meio Ambiente ainda vive, numa luta que está apenas começando.


A concentração dos manifestantes foi em frente ao Condomínio Pallos Verdes, às 10:30hs da manhã e por volta de 11:15hs seguiu em direção ao stand da Alphaville. Com faixas, apitos, bonés com figuras de animais e muito bom humor, os granjeiros foram filmados e fotografados pela mídia local e de São Paulo, que registrou todos os momentos.




Famílias inteiras, com seus filhos pequenos e animais de estimação, caminharam pacificamente num exercício de cidadania, como verdadeiros vizinhos, em direção ao empreendimento Alphaville Granja Viana, para protestar contra o desmatamento do terreno.




Uma enorme "escultura" branca, simbolizando uma árvore, fez parte da performance da passeata do Movimento em Defesa da Granja Viana. "Ela é branca por que simboliza a alma das árvores que foram derrubadas", disse uma moradora, vestindo um boné de tucano dentro da escultura.




Adolescentes de vários colégios estiveram presentes, como Escola da Granja, Colégio Rio Branco, Micael e Objetivo. Os alunos do curso Anglo também sairam na porta e, liberados pelos professores - que se engajaram ao movimento - se juntaram ao grupo.
Ao chegarem em frente à obra, na área desmatada, os moradores colaram cartazes no tapume verde do empreendimento, com inscrições "Aqui jaz...", e neles as crianças depositaram flores.



No tapume da obra, uma satisfação da empresa para quem passava. Placas explicavam as contrapartidas e as autorizações.







Já em frente ao stand, diante do olhar assustado dos funcionários, numa nova performance, uma "árvore" se deitou na calçada, simbolizando o seu corte. Em seguida, vários manifestantes fizeram o mesmo, com bonés de tucanos e macaquinhos, simbolizando os animais mortos. Um enorme pedaço de lycra vermelha foi então estendido sobre eles, simbolizando um rio de sangue.

Manifestação contra desmatamento reúne

500 pessoas com máscaras de animais

O Movimento em Defesa da Granja Viana vai realizar, neste sábado, 19, às 11h, uma manifestação contra o empreendimento Alphaville Granja Viana. A manifestação pretende reunir 500 participantes que, vestidos de preto e usando máscaras de macaco e outros animais, farão protesto contra o desmatamento promovido pelo Alphaville Granja Viana, condomínio que está sendo construído nas margens da Avenida São Camilo, em Carapicuíba, na Grande São Paulo. Numa grande performance coletiva, os 500 manifestantes irão simbolizar a morte dos animais sacrificados pelo empreendimento, deitando no asfalto, com uma faixa vermelha simbolizando o sangue dos animais. A concentração será a partir das 10h30, em frente ao condomínio Pallos Verdes, na Avenida São Camilo, e a passeata sairá de lá em direção ao local desmatado, onde ocorrerá a performance.
 
O desmatamento de Mata Atlântica pelo loteamento já atingiu 300 mil metros quadrados, área equivalente a 27 campos de futebol. No começo da semana o Proam (Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental) protocolou uma ação civil pública no Fórum de Carapicuíba, pedindo o embargo e a nulidade da licença ambiental que ameaça APPs (Áreas de Proteção Permanente), a flora e a fauna do local. Na área foram identificadas espécies de animais silvestres em extinção. A liminar foi negada pela juíza Juliana Marques Wendling, sob o argumento que existia a licença para desmatar, emitida pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente. Segundo Carlos Bocuhy, presidente do Proam, “o judiciário não demonstrou sensibilidade e está permitindo que a ferida a se transforme em gangrena”. O Proam está ingressando com agravo de instrumento no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, solicitando a nulidade da licença ambiental.   
 
Licença para desmatar
- De acordo com Bocuhy, a licença ambiental fornecida ao empreendimento foi um equívoco. Segundo estabelece a lei federal 11.428, de dezembro de 2006, o desmatamento da vegetação local somente seria permitido em casos de utilidade pública e interesse social, mas, mesmo assim, somente depois de passar por criteriosa avaliação ambiental.  Além disso, a área encontra-se listada no Programa de Conservação de Áreas Prioritárias para a Conectividade do Projeto Biota-Fapesp, editado pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. A presença de espécies em extinção significa que nenhuma licença ambiental poderia ter sido emitida sem um estudo aprofundado sobre a flora e a fauna. Para Bocuhy, um processo como esse, com impactos significativos, deveria ser, no mínimo, objeto de um Relatório Ambiental Preliminar (RAP) e posteriormente de um Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (EIA-RIMA).

Sem audiências públicas
– “O empreendimento foi licenciado sem nenhuma transparência, o que causou estranheza ao movimento ambientalista. A dispensa de estudo de impacto mais aprofundado suprimiu qualquer participação social, transformando um empreendimento altamente impactante em uma região sensível em mera decisão de gabinete”, afirma Bocuhy.  

Erosão-
O início das obras de terraplanagem do Alphaville Granja Viana colocou o solo em exposição à ação do tempo, provocando erosão e o carregamento de sedimentos para áreas próximas e causando o aterramento e assoreamento de nascentes, além de trazer danos a moradores vizinhos. Com a chuva forte que caiu em São Paulo na semana passada, houve riscos de desmoronamento em áreas de declive.

Extinção
- No local desmatado, existem diversas espécies de fauna que constam na lista de animais ameaçados de extinção fornecida pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Entre as aves, algumas das que correm risco na região são o Jacu-guaçu (Penelope obscura), o Papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva) e a Maracanã-pequena (Diopsittaca nobilis), que se assemelha a uma arara de menor porte. Entre os mamíferos, uma das espécies ameaçadas pelo desmatamento é a do Sagui-de-tufo-preto (Callithrix penicilata). Esses são apenas alguns dos animais constantemente observados na região. A área também é caracterizada como local de pouso, alimentação e reprodução de outras espécies raras e ameaçadas.

Habitat
- De acordo com o presidente do PROAM, Carlos Bocuhy, antes da realização do empreendimento imobiliário, que vem desmatando a vegetação nativa com moto-serra, não foi realizado nenhum estudo para avaliar os impactos relacionados à perda de habitat, principalmente no que diz respeito à conservação das espécies ameaçadas de extinção. Segundo Bocuhy, qualquer medida mitigadora proposta pelo empreendimento não passa de ficção, já que não se estudou o real impacto que está ocorrendo com a flora e a fauna.

Moradores
– Vizinhos do local têm relatado a morte de animais silvestres por atropelamento. Os animais tentam se abrigar em residências vizinhas e há relato de macacos eletrocutados em caixas de força. Ainda segundo denúncias dos moradores da região, uma onda de morcegos teria invadido outras residências durante o desmatamento.  
 
Denúncia –
Em agosto, o PROAM e o Coletivo de Entidades Ambientalistas do Estado de São Paulo denunciaram o caso à Secretaria Estadual do Meio Ambiente e à Polícia Militar Ambiental, mas nenhuma providência foi tomada pelos órgãos responsáveis. Por isso, o PROAM resolveu ingressar com uma medida judicial para a paralisação imediata da obra e a recuperação das áreas destruídas. “É um absurdo que tal situação ocorra impunemente, acobertada por uma licença questionável, sem audiências públicas e sem os mínimos critérios aceitáveis de avaliação de impacto ambiental”, diz Carlos Bocuhy.

SERVIÇO
Manifestação contra o desmatamento do Alphaville Granja Viana
Dia: Sábado, 19/09/2009
Hora: 11h (concentração às 10h30)
Local: Av. São Camilo, em Carapicuíba, em frente ao condomínio Pallos Verdes
Trajeto para chegar: entrar na Av. São Camilo pelo acesso do km 22,5 da Rodovia RaposoTavares, sentido capital-interior.
 
Contato:
PROAM: Fernanda Fava, jornalista do PROAM
Celular 8546-6950
 
Carlos Bocuhy
Celular 9937-8280
 

Movimento em Defesa da Granja Viana

faz manifestação contra Alphaville

Dezenas de pessoas, ligadas ao Movimento em Defesa da Granja Viana, reuniram-se nesta quarta-feira, dia 16 de setembro, na Fábrica de Pizzas, e decidiram realizar uma manifestação contra o empreendimento que a Alphaville realiza na avenida São Camilo. O ato foi marcado para este sábado, dia 19 de setembro. Haverá uma concentração a partir das 10h30 diante do Condomínio Palos Verdes. Às 11h, os manifestantes vão sair em direção ao empreendimento.

A Alphaville é responsável pela maior devastação da história recente da Granja Viana. A atividade predatória teve início em plena Semana do Meio Ambiente, como uma espécie de escárnio ao bom senso.

O responsável pela obra, que já devastou 300 mil metros quadrados de área nativa (Mata Atlântica), chama-se João Audi.

Você o conhece? Sabe onde ele mora? Sabe onde é o cabeleireiro da mulher dele? Onde os filhos dele estudam?

Se souber, envie estas informações para o blog Granja Viana: Eu te quero verde.

Essa gente e seus familiares têm de ser cobrados publicamente. Não se trata de agir com violência, de intimidá-los, mas cobrar um comportamento mais ético, mais responsável, menos mercantilista.

Chegar para a mulher dele, no cabeleireiro, enquanto ela estiver pintando as unhas dos pés, e perguntar:

"Você não se envergonha do que o seu marido faz para ganhar dinheiro?"

Vamos passar a cobrar publicamente essas pessoas que, por trás da máscara de "empreendedores bem-sucedidos", escondem destruidores implacáveis da natureza e do Brasil.

Vamos desmascarar os criminosos ambientais que destroem a Granja Viana.

Criado Movimento em Defesa da Granja Viana

Dezenas de moradores, reunidos na noite de quarta-feira na Fábrica de Pizzas, participaram da criação do Movimento em Defesa da Granja Viana. Foram formadas duas comissões: de mobilização e de imprensa. O principal objetivo do Movimento é embargar a construção do empreendimento da construtora Alphaville. Um procedimento jurídico já está em curso nesse sentido. Haverá manifestações diante da obra e até uma grande passeata está programada. O objetivo é chamara a atenção da mídia para o problema.

A Alphaville devastou - até agora - uma área de 200 mil metros quadrados. É a maior destruição massiva de recursos naturais ocorrida na história recente da Granja Viana. Centenas de árvores foram derrubadas. Animais foram mortos ou expulsos. Os troncos das espécies abatidas formaram uma espécie de montanha macabra na entrada da construção. A obra causou uma série danos ecológicos. Uma residência, vizinha ao empreendimento, teve sua área externa devastada.

O ambientalista Carlos Bocuhy mostrou por meio de um data-show como era o local, antes da construção do condomínio ter início, e como está agora. Os presentes assinaram abaixo-assinados, pedindo a imediata suspensão da obra. Moradores da Granja fizeram vários relatos de casos, onde é flagrante a omissão (ou conivência) das autoridades, especialmente a Polícia Florestal, em relação à destruição ambiental.

Um morador solicitou que fossem divulgados os nomes das pessoas - da Prefeitura de Carapicuíba, da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e do DPRN (Departamento de Proteção aos Recursos Naturais) e vereadores - que autorizaram ou apoiaram o empreendimento. "Precisamos saber os nomes dessa gente que autorizou o descalabro para exibi-los à execração pública", disse o morador.   

Encravado na mata atlântica, o empreendimento possui área de 675 mil m2 e abrigará 304 lotes residenciais e 29 comerciais. Cada terreno, de 590 m2, foi vendido por aproximadamente R$ 200 mil.

Moradores tentam barrar Alphaville na Granja Viana. Construção de condomínio na Grande SP já desmatou área de 200 mil m2

Ter, 08 de Setembro de 2009 14:23


O início da construção de um empreendimento Alphaville na Granja Viana, na divisa entre Cotia e Carapicuíba, municípios da Grande São Paulo, vem causando protestos dos moradores da região e deve acabar na Justiça por causa do desmate de uma área de 200 mil m2 para a demarcação de lotes.

 

 

O novo condomínio fica na avenida São Camilo, uma via estreita, de mão dupla, que começa na rodovia Raposo Tavares, na altura do km 22.
Cravado em meio à mata atlântica, o empreendimento possui área de 675 mil m2 e abrigará 304 lotes residenciais e 29 comerciais. Cada terreno, de 590 m2, foi vendido por aproximadamente R$ 200 mil.

 

O fato do local já registrar constantes engarrafamentos é uma das preocupações dos moradores, que terão de conviver com mais carros -cerca de 1.500 novos veículos a longo prazo, de acordo com técnicos ouvidos pela Folha.

O início da preparação dos lotes chamou a atenção dos moradores. Nas últimas semanas, quem passou pela altura do número 2.100 da avenida se deparou com uma pilha de árvores cortadas.

Apesar de a dona do empreendimento, a Alphaville Urbanismo, ter obtido com o Estado a licença para a retirada da vegetação, a ONG Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental pretende ingressar nesta semana com uma ação para embargar a obra e pedir a responsabilização das autoridades que permitiram o seu início.

Os cortes das árvores ocorreram em 30% de toda a área do novo condomínio. O desmate abrangeu um espaço equivalente a 19 campos de futebol.

O Presidente da ONG, Carlos Bocuhy diz que o empreendimento ameaça quatro espécies em extinção: as aves papagaio-verdadeiro, maracanã-pequena e jacu-guaçu e o sagui-de-tufo-preto. "O caso tipifica a ineficiência do poder público na concessão das licenças", diz.

 

Ele afirma que, antes das obras, seria preciso fazer um estudo de impacto ambiental mais aprofundado. "No meu entendimento, há indícios de favorecimento ao empreendedor", diz o presidente da ONG.

José Roberto Baraúna, que preside o Movimento Granja Viva, ONG de moradores da região, afirma que a infraestrutura local não comporta um condomínio do porte do Alphaville. "Não somos contra o desenvolvimento, mas era preciso consultar a população antes."

A empresa diz que fará compensações ambientais e que a chegada dos moradores será gradativa. Ela prevê uma ocupação de 80% do condomínio em 20 ou 30 anos.

"É preciso tomar providências agora para que não façam com a Raposo Tavares o que fizeram com a Castello Branco", diz o engenheiro Luiz Célio Bottura, técnico em trânsito, referindo-se à Alphaville da região de Barueri.

A destruição na São Camilo - um desabafo

Leia este post, do jornalista Ricardo Soares:

"Que pode um blog independente contra um grande e devastador empreendimento imobiliário ? Nada ou quase nada apesar de ser modestamente uma guerra de guerrilha contra essa gente (como diz o leitor blogueiro Angelo Alfonsin em comentário no post anterior) que chega na Granja Viana desrespeitando a aura do lugar e crendo que todos aplaudem a sua chegada.

São inúmeros os aspectos que sempre me fizeram ter menosprezo total para com essa estética e ótica ALPHAVILLE de viver. Por isso nunca quis morar num empreendimento deles, por isso não quis ter vizinhos como eles.

Mas eis que eles chegaram aqui , perto de casa, destruindo e desrespeitando o espaço público e prometem dois anos de inferno com suas obras e desmatamento até se radicarem de vez com seu "way of life" jeca e novo rico. Estão "legalizados" e prometem à obscura e inoperante prefeitura de Carapicuiba creches em troca do silêncio e conivência com os desmandos.

A ver : diziam que a saída deles seria pelo quilometro 26 da Raposo mas agora vendem o empreendimento maléfico com saída para a avenida São Camilo já totalmente estrangulada. E isso tudo com a conivência da provinciana e vendida midiazinha local . Excessão ao site Viva Cotia que tem criticado o projeto inclusive com link para o meu post anterior que tem repicado em vários outros sites e blogs."

Destruição na S.Camilo segue

em ritmo acelerado

 

Em plena Semana do Meio Ambiente, o pessoal de Alphaville comemora a seu modo. Derrubando a mata nativa.

Em São Paulo, pode. Se fosse na Amazônia, haveria uma grita generalizada. Como é em São Paulo pode passar a motosserra que fica tudo bem.

O cenário na avenida São Camilo muda bruscamente e, como sempre, para pior.

É estranho que, em uma época de aquecimento global, quando um secretário do Meio Ambiente chegou a falar em "derrubada zero", tamanha destruição tenha sido aprovada pelos órgãos competentes.

Por que será que empreendimentos tão nocivos ao meio ambiente são aprovados assim, na base do estalar de dedos?

Uma vergonha para o governo José Serra.

O Ministério Público de Cotia, negou, mandado de segurança solicitado pela Davino Outdoor para manter a propaganda da rua. A empresa havia entrado com pedido de mandado no inicio de janeiro, quando a prefeitura começou a retirada dos outdoors que descumpriam a Lei Cidade Limpa, em vigor desde o primeiro dia do ano.

Para garantir o direito de explorar os outdoors, enquanto esperava a decisão do Fórum local, a Davino conseguiu do Desembargador Urbano Ruiz, do Tribunal de Justiça de São Paulo o efeito suspensivo da Lei Cidade Limpa, impedindo que a Prefeitura continuasse removendo as placas da empresa.

Segundo o secretário de Assuntos Jurídicos da Prefeitura de Cotia, Francisco Roque Festa, com a nova decisão, a liminar perdeu o efeito e agora a Davino terá que retirar a propaganda de rua. A prefeitura ainda não tomou ciência oficial da decisão, o que só deve ocorrer na segunda-feira (13), em função do feriado prolongado de Semana Santa.

Festa diz ainda que a prefeitura só vai decidir que ações tomar, após ter conhecimento  da sentença. A decisão não é definitiva e ainda cabe recurso. Para o secretário Festa,  as chances de Davino conseguir uma nova liminar são remotas.

(Extraído do jornal on-line Cotia Todo Dia)

Bem-vindo à Granja

 

Quem vem pela Raposo Tavares e entra na altura do quilômetro 22.8, em direção à São Camilo, recebe as boas-vindas da Granja Viana. Próximo ao Granjota, pizza-bar com alto-falantes taquara-rachada, vem a surpresa.

Ontem, domingo à noite, 5 de abril, no meio de uma tempestade, não dava para ver a armadilha. A água cobria.

Os motoristas olhavam, achavam que era uma poça d'água inócua, e, quando o pneu passava por cima, vinha a surpresa desagradável.

Era na realidade uma cratera de meio metro de largura. Profunda.

Os carros caíam fundo no buraco, que não perdoava e arrebentava a borracha. Mais adiante, depois do condomínio Palos Verdes, era possível ver a consequência da omissão do poder público: motoristas trocando os pneus.

A mulher, os filhos, tentando ajudar o pai a trocar o pneu no meio da chuva torrencial. Todo mundo ensopado, correndo risco de vida.

Deprimente.

Sinais da deterioração

Avenida São Camilo, 17h30, de terça-feira, 31 de março.

Você vem pela Raposo Tavares e entra no km 22.8. Ufa! Que alívio. Cheguei na Granja. É o momento de relaxar. Estou em casa.

Que nada. O trânsito começa ali no posto de combustível, prolonga-se pelo buffet, vai em direção àquela imobiliária terceiro-mundista na esquina com a José Felix de Oliveira, prolonga-se pelo centrinho. O trânsito é sufocante.

Ainda na São Camilo, na altura do Anglo, aquela construção terrível. Feita com concreto pré-moldado, enorme, gigantesca, monstruosa.

Na mesma São Camilo, as placas de outdoor precárias, com madeirame tosco. A sujeira visual. A Lei Cidade Limpa não chegou ainda a Carapicuíba e nunca vai chegar.

Por toda parte os sinais da ocupação predatória. Construções inúmeras, restos de entulho, árvores cortadas, caminhões, betoneiras. Um pesadelo sem fim.

 

 

 

 

O Monstro da São Camilo

"Moro na Granja Viana há 35 anos, e nunca pensei que da vista principal de minha casa ( Rua Mariluz - Chácara São João), eu teria que me deparar com uma construção deste tamanho.

"Este monumento está sendo construído na Av. São Camilo, na altura do Anglo. É muito triste saber que o motivo que nos trouxe para a Granja Viana, está sendo totalmente desrespeitado.

"Deixo aqui o meu protesto. "

(Laura Dau de O. Tonhi, em carta ao Jornal D'Aqui)

 

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